DESCENDENTS - LIVE AT COACHELLA FESTIVAL 2013
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
MINI BIOGRAFIAS
MIKE NESS nasceu em 1962 em Massachusetts. Pouco depois sua família se mudou para a Califórnia na cidade de Orange County ao lado de Los Angeles e assim ele cresceu vagando pelas ruas de Fullerton. Seus heróis no tempo de escola não eram atletas ou políticos; eram gangsters e guitarristas junkies. Em casa seus pais ouviam discos de country, blues e rock and roll e assim Mike Ness começou a gostar de Rolling Stones, Johnny Cash e Hank Williams
Quando Ness fez 15 anos o punk rock dos Ramones, Sex Pistols e The Clash passou a fazer parte de seu gosto musical. Em novembro de 1977 apareceu a primeira banda punk de seu bairro, o hardcore do Middle Class. Em 1978 no condado vizinho de Huntington Beach surgiu o The Crowd, e em novembro do mesmo ano em Costa Mesa foi fundada a casa de shows Cuckoo’s Nest. Mas o que Ness gostava mesmo, era de ir até Los Angeles junto com o amigo de escola Dennis Danell no casa de shows Starwood. O irmão mais velho de Dennis era o operador de som do Starwood e os dois adolescentes vibravam com a energia dos shows do Germs, Blasters, X e Fear.
Meio de 1979, shows no Starwood, Mike Ness com 17 anos, cheio de ódio reprimido e álcool: era o coquetel molotov perfeito para que ele fundasse sua própria banda juntamente com o baterista Casey Royer e os irmãos Frank e Rikk Agnew. O primeiro show do Social Distortion foi em agosto de 79 abrindo para uma outra banda da vizinhança, o Agent Orange que começara meses antes. A polícia resolveu interromper o show do Social Distortion antes do final, um revoltado Mike Ness cuspiu no rosto de um guarda, foi preso e resolveu fazer sua primeira tatuagem. O line-up original só durou até o ano seguinte pois Casey Royer e os irmãos Agnew resolveram formar uma banda com outros amigos de Fullerton, os Adolescents.
O restante da carreira do Social D. ao longo dos anos pode ser contada mais ou menos desta mesma forma. Altos e baixos, épocas ativas e longos hiatos, mudanças de formação, prisões, drogas, paixão e ódio.
No começo dos anos 80 Rodney Bingenheimer (deejay da KROQ-FM) abraçou o punk rock/hardcore de Orange County e Los Angeles tocando músicas no seu programa de rádio de domingo à noite. Robbie Fields era outro figura ligado à música de Orange e viu um grande potencial nas bandas daquele subúrbio. Garimpou várias bandas locais em casas de shows ou festas de fundo de quintal e resolveu lançar singles e álbuns pela sua gravadora Posh Boy. Em 81 o Social D. lançou seu primeiro single “Mainliner/Playpen” pela Posh Boy. Em 82 ao lado do Youth Brigade e do Minor Threat gravam o documentário “Another State Of Mind” que registrou a primeira e conturbada turnê da banda.
No final de 1983 a formação da banda era: Mike Ness (voz e guitarra), Dennis Danell (agora como guitarrista), Brent Liles (baixo) e Derek O’Brien (bateria). Gravam seu primeiro álbum “Mommy’s Little Monster” e finalmente se estabelecem como um dos nomes do punk rock americano.
No show da noite do ano novo 83/84 os exaustos e fartos Brent Liles e Derek O’Brian abandonam a banda no meio do show. O primeiro continuou no D.I. e o segundo foi para o Agent Orange. Meses depois John Maurer e Chris Reece (ex-Lewd) assumem baixo e guitarra respectivamente; esta formação durou por 12 anos, resistindo aos períodos mais difíceis do Social D. Realmente não era fácil aguentar Mike Ness. Além do temperamento impulsivo e personalidade forte, o bad-boy líder da banda era viciado em heroína e em confusões, muitas destas o levaram a prisão. Várias bizarrias fazem parte do arsenal de histórias losers de Mike Ness. Certa vez manipulando uma faca de forma irresponsável, fatiou seu dedo indicador esquerdo. Outra vez brigou no Cuckoo’s Nest com um punk rival que mordeu e tirou um naco de sua orelha esquerda. No começo de 83 antes de um show em San Diego encheu de socos um folgado que apareceu no seu caminho. Seu triunfo durou pouco; após o show uma turma de folgados detonaram Mike Ness de porrada e ainda chamaram a polícia.
Para sustentar seu vício em heroína Mike roubava de seus próprios companheiros de banda. No final de 85 após uma série de hospitalizações e detenções Mike foi internado numa clínica de recuperação de drogas.
Apenas em 1988 lançam o segundo álbum “Prison Bound”. Flertando com o blues e a música country a sonoridade da banda mudou. A melhor música (emocionante) era a que dava nome ao disco que também apresentava uma versão para Backstreet Girl dos Rolling Stones.
Em 1990 gravaram seu primeiro disco por uma grande gravadora. “Social Distortion” o álbum, mostrava uma banda madura. Mike Ness era um romântico incurável que só gostava de escrever sobre as coisas ruins. Assim conseguiu encontrar a fórmula que tanto sonhava, o Social D. era uma mistura original e perfeita de Ramones com Hank Williams. Let It Be Me, Ball And Chain, Sick Boys, Story Of My Life e uma belíssima versão para Ring Of Fire (imortalizada por Johnny Cash) são os pontos altos deste disco espetacular.
Dois anos após gravam o terceiro álbum, o maravilhoso “Somewhere Between Hevean and Hell”. Desta vez, além do blues, incorporam elementos do rockabilly. Mas os highlights são os punk rocks de Cold Feelings, King Of Fools, Bad Luck, When She Begins e Born To Lose. Destaque também para 99 To Life (escrita durante uma das detenções de Mike Ness na cadeia) e uma belíssima versão de Making Believe. Para divulgar este álbum receberam o convite para abrir a turnê dos Ramones no auge da popularidade.
No meio de 95 é lançado “Mainliner” (o single) juntamente com outras gravações do começo de carreira. No começo de 1996 lançam “White Light White Heat White Trash”, um álbum mais punk rock e maduro; já com um novo baterista, nada mais nada menos que Chuck Biscuits (ex-Circle Jerks, D.O.A. e Danzig). Pontos altos: Dear Lover, I Was Wrong, When The Angels Sing, Through These Eyes, Don’t Drag Me Down e uma nova versão para Under My Thumb dos Rolling Stones.
O casamento de Chuck Biscuits com a sonoridade do Social D. foi perfeito e agendaram 3 dias no Roxy (7, 8 e 9 de abril de 98) em L.A para registrar um álbum ao vivo. “Live At The Roxy” é um dos grandes discos ao vivo do punk americano.
No começo de 1999 Mike Ness lançou seu primeiro disco solo “Cheating At Solitaire” e no final do mesmo ano, outro, desta vez um álbum de covers: “Under The Influences”. No primeiro disco solo Mike Ness mostra todas as suas raízes compondo uma série de folks, rockabillies, country, old blues e primórdios do rock and roll. No segundo presta um tributo a seus heróis: Hank Williams, Wayne Walker, Carl Perkins, Bobby Fuller (com I Fought The Law), entre outros. Para Mike Ness (um colecionador de objetos e registros exóticos dos anos 50), Hank Williams era tão emblemático quanto Sid Vicious; Johnny Cash era tão phoda quanto Johnny Thunders e os Ramones. Com o Social D. Mike Ness tenta trazer as raízes do rock and roll para o punk rock. E no seu trabalho solo tenta trazer a atitude punk para as roots. Seus álbuns solos são excelentes mas muitos fãs radicais torceram o nariz.
4 álbuns em 4 anos, finalmente Mike Ness estava ativo e produzindo como nunca. Mas algo inesperado acontece e no dia 29 de fevereiro de 2000 o guitarrista Dennis Danell morre de aneurisma cerebral. Mike Ness perdia seu melhor amigo, seu fiel escudeiro, a sua guitarra base, seu amigo de infância que não se importava em ser apenas um coadjuvante, seu fornecedor de grana nos momentos mais difíceis da vida junkie.
X , Social Distortion e amigos de outras bandas de Orange County (TSOL, Agent Orange, Offspring, Pennywise, etc etc) fazem um show para ajudar a família do guitarrista. Foi o único show da banda naquele ano. No final de 2000 quando a poeira baixou, Johnny 2 Bags (ex-Cadillac Tramps e U.S. Bombs) ocupou a vaga de Dennis e o ultra talentoso baterista Charlie Quintana (ex-Plugz, Mike Ness solo, Agent Orange, D.I. e BOB DYLAN!!!) assume as baquetas no lugar de Chuck Biscuits.
Desde então vêm fazendo shows esporádicos. Já registraram uma demo com músicas que entrarão no próximo álbum, que deve ser gravado em dezembro. Músicas como Winners And Losers, Nickels And Dimes e Don’t Take Me For Granted (feita em homenagem ao falecido guitarrista) devem nos mostrar um Mike Ness ainda mais auto biográfico. É esperar para ver. Um show deles aqui no Brasil seria um grande momento. No mínimo 5 grandes cidades teriam as lotações esgotadas. Assim como o mestre da literatura John Fante, Ness não nos diz o que fazer ou deixar de fazer; ele apenas conta o que viveu e isso, já nos é o bastante.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
FATOS HISTÓRICOS
Fatos importantes - 04 de Fevereiro
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
MINI BIOGRAFIAS
EDDIE VEDDER nasceu Edward Louis Severson III, em 1964, em Evanston (Illinois), filho de um pai músico que se divorciou da esposa antes que Vedder completasse 2 anos. Foi criado acreditando que seu padrasto era seu pai e que os três filhos de sua mãe com o novo marido eram seus irmãos. Vedder foi, por duas décadas, conhecido como Eddie Mueller. Em uma entrevista oito dias após o suicídio de Kurt Cobain, Vedder falou sobre sua própria natureza depressiva, descrevendo como os pensamentos sobre suicídio o visitavam em sua adolescência “com tanta frequência quanto as refeições do dia... eu estava totalmente sozinho – exceto pela música”. Recusando-se sequer a citar o nome de sua escola ou discutir sobre seus colegas, ele disse: “Eles não me tratavam bem”. Mas os amigos da San Dieguito High School, que Vedder frequentou depois que a família migrou para São Diego no meio dos anos 70, pintam um quadro diferente. “Ele era muito popular”, relembra Annette Szymanski-Gomez, uma amiga que estava uma série à frente de Vedder. “Sempre fazia o que podia para ser legal com todo mundo.” Outra colega concorda: “Ele era muito bacana. Não entendo essa coisa sobre ser amargurado. Era bem fofo”.
Embora fosse conhecido pelo talento musical, a identidade principal era como a estrela dramática da escola. Seu começo como ator foi no coral, e logo foi promovido a papéis principais. “Ele era um ator maravilhoso”, diz um ex-colega da aula de teatro. “Seu ídolo era Dustin Hoffman.” Mas, se os anos escolares de Eddie Mueller foram menos tristes do que ele afirma, há poucas dúvidas de que o rapaz sofreu um golpe emocional em seu último ano, quando a então namorada Liz Gumble terminou com ele. Amigos recordam que Vedder ficou inconsolável. “As coisas desabaram”, diz um amigo. Mueller deixou a escola antes de se formar e mudou-se para a região de Chicago com a família. Ele ainda viria a completar os estudos futuramente. Foi também nessa época que Eddie Mueller adotou o nome de solteira de sua mãe e tornou-se Eddie Vedder.
Mesmo que a música do Pearl Jam seja associada à cena de Seattle e à explosão do grunge, as raízes musicais de Eddie Vedder vêm da idílica comunidade litorânea de La Mesa, em São Diego, para onde ele se mudou em 1984. Na época, as aspirações teatrais de Vedder já haviam sido suplantadas por suas ambições como cantor e compositor, tornando-se presença constante em shows, em que aparecia com um gravador, montando uma coleção de gravações piratas. Trabalhando como segurança de hotel e frentista, escreveu músicas enquanto trabalhava no turno da noite, mas só foi demonstrar seus talentos publicamente no fim de 1986, quando respondeu a um anúncio de jornal: a banda Bad Radio procurava um vocalista. Três vocalistas fizeram testes, mas só depois que Vedder arrematou o cargo é que seus colegas descobriram que ele tinha um acervo de músicas prontas. “Piramos com isso”, lembra o baixista Dave Silva.
Se Vedder era o ponto focal da banda no palco, era também fora dele. Embora contratado como o vocalista, ele rapidamente tomou para si as rédeas do projeto, tornando-se não só o principal compositor, mas empresário e promotor. Vedder era incansável em sua tarefa. Sua base de operações era o Bacchanal, uma casa noturna para bandas alternativas emergentes tocarem, onde Vedder era presença constante. O então gerente do clube, Billy Buhrkuhl, relembra: “Ele ficava de roadie, de ajudante. Sabia que queria estar no ramo da música e estava focado no objetivo que queria alcançar... Ele me perguntava sobre contratos, sobre qual é o melhor modo para assinar com uma gravadora, como encontrar um agente”. Vedder trabalhou duro para estabelecer o Bad Radio como uma banda com consciência social. Fechou datas em shows beneficentes, incluindo um da Anistia Internacional local e outro para levantar fundos para a preservação das florestas. E Vedder tinha uma música para cada ocasião. Um vídeo de um show do Bad Radio mostra o cantor anunciando do palco: “Aqui tem uma de que eu gosto. Esta é sobre os desabrigados”.
No fim de 1989, três anos depois de responder ao anúncio do Bad Radio, Vedder convidou o amigo russo Valery Saifudinov para um show no Bacchanal. “Depois estávamos numa festa”, ele relembra. “Ele disse: ‘Estou deixando a banda. Preciso seguir em frente. Estou tentando prosseguir e fazer as coisas acontecerem’.” A parada seguinte de Vedder foi Los Angeles, onde ele conseguiu se colocar no epicentro da indústria musical da costa oeste. Ironicamente, seu destino – e todo o futuro do rock nos anos 90 – estava tomando forma a centenas de quilômetros ao norte, em Seattle.
Cinco anos antes, a “cena” de Seattle era só um punhado de bandas unidas que tocavam em galpões e nos fundos de bares. Entre esses grupos estava o Green River, que contava com Stone Gossard e Jeff Ament, que não faziam questão de esconder suas aspirações comerciais. Já o vocalista Mark Arm, que mais tarde cantaria no Mudhoney, não escondia seu desgosto com o mainstream. “Éramos cinco caras diferentes tocando coisas diferentes”, relembra Arm. “Funcionou por um tempo, e depois não rolou mais.” Quando parou de funcionar, Gossard e Ament saíram e formaram o Mother Love Bone, prontamente contratado pela PolyGram. Mas, em março de 1990, poucos meses antes do lançamento do álbum de estreia, o vocalista Andrew Wood morreu, vítima de uma overdose acidental de heroína. Gossard e Ament se mexeram para formar uma nova banda, recrutando o guitarrista Mike McCready, que tocava na banda Shadow. Com Matt Cameron, baterista do Soundgarden, ocupando provisoriamente o posto, o proto-Pearl Jam gravou um punhado de faixas construídas com base nos riffs de Gossard. Mas faltavam os vocais. Para preencher a vaga, a banda recorreu a Jack Irons, que sugeriu um certo vocalista que havia conhecido anos antes em São Diego.
Vedder declarou que compor os versos e melodias para as demos de Gossard marcou um ponto de virada em sua vida, tanto criativa quanto pessoal. “Comecei a lidar com algumas coisas com que ainda não havia lidado”, Vedder disse em 1991. “Eram músicas ótimas – e extraíam coisas de dentro de mim que ainda não haviam vindo à tona.” As coisas com as quais ele “não havia lidado” eram eventos que remetiam ao dia em que sua mãe revelou a ele que o homem que ele havia conhecido como um amigo da família era, na verdade, seu pai biológico – um homem de quem Vedder se recordava vagamente como uma vítima de esclerose múltipla (e que morreu quando ele tinha 13 anos). Mais tarde, enquanto surfava, os versos vieram. Vedder correu de volta para o apartamento da então namorada (mais tarde esposa) Beth Liebling, onde gravou seu vocal sobre a música, deu a ela o título de “Alive” e mandou a fita, com duas outras músicas, para Seattle.
Antes de voar de São Diego para seu primeiro encontro com os futuros membros do Pearl Jam, Vedder só pediu que não perdessem tempo. Do aeroporto, o grupo foi direto para o estúdio. Em cinco dias, compuseram 11 músicas. No sexto, a banda fez seu primeiro show em Seattle, sob o nome de Mookie Blaylock, dado em homenagem a um jogador de basquete do New Jersey Nets (o nome mudou para Pearl Jam quando o atleta reclamou). Vedder foi igualmente intenso em suas primeiras reuniões com os executivos da Epic. “Quando o conheci, havia algo diferente nele”, diz uma fonte que o conheceu na gravadora. “Ele era enigmático e carismático.” Na primeira reunião, Vedder falou pouco e não tirou os olhos do próprio colo, passando a impressão de uma pessoa “ingênua a respeito da indústria”, de acordo com um confidente de longa data de Vedder na Epic, que ficou chocado ao saber do passado do vocalista na cena musical de São Diego. “Se estávamos sendo enganados”, a fonte diz, “Fui enganado como todo mundo”.
Ten, lançado em agosto de 1991, passou quase despercebido nas listas de mais vendidos. Um mês mais tarde, o Nirvana lançou Nevermind, e, em janeiro de 1992, o álbum chegou à posição número 1, dando início à era dos roqueiros alternativos. O Pearl Jam logo foi carregado junto na mania que surgiu por tudo que vinha de Seattle.
Desde o começo, o Pearl Jam foi perseguido por céticos que viam a banda como pouco mais que uma versão mais fofa do anárquico Nirvana. Vedder, talvez como uma reação às críticas, parecia decidido a provar sua genuinidade alternativa. Em 1992, instituiu em manter uma série de promoções para manter uma conexão estreita com o público: shows apenas para o fã-clube do grupo, versões em vinil dos álbuns lançadas uma semana antes dos CDs e ingressos com preços moderados. Para Vedder, mudar a indústria significou colocar a si e sua banda em oposição a ela. Evitando os meios tradicionais de marketing em massa, ele instaurou um veto a videoclipes e restringiu drasticamente o acesso da imprensa. Vedder ficou furioso, por exemplo, quando uma revista adolescente publicou fotos desatualizadas, para as quais ele havia posado um ano antes. Ele se revoltou quando a MTV colocou “Jeremy” no ar quase ininterruptamente, roubando o poder emocional da música – um fato que contribuiu para seu veto aos clipes. Para uma geração que vê com suspeita a propaganda e o hype, as proibições de Vedder funcionaram como a tática promocional anticomercial perfeita. Em 1993, o álbum Vs. alcançou 950 mil cópias vendidas na primeira semana. Em 1994, o Pearl Jam lançou Vitalogy, que vendeu impressionantes 877 mil cópias na semana de estreia. E então veio a Ticketmaster.
Talvez empolgado com o sucesso do Pearl Jam em sua missão de reescrever as regras da indústria, Vedder pode ter acreditado que mudar a indústria dos ingressos era algo que estava dentro do seu alcance. Hoje, a briga com a Ticketmaster representa a derrota mais pública da banda – e um exemplo de Vedder tentando fazer mais do que é capaz. As sementes da rixa com a empresa foram plantadas no início de 1992, quando o Pearl Jam tocou em um show beneficente em Seattle e exigiu que a gigante dos ingressos doasse para a caridade 1 dólar da taxa de serviço que a empresa acrescenta a cada ingresso vendido. A agência concordou e adicionou 1 dólar extra no preço de cada entrada. De acordo com uma fonte, Vedder ficou furioso pela traição e começou a falar da Ticketmaster “incessantemente”.
Na turnê de Vitalogy, o Pearl Jam tentou se virar sem a empresa, mas não conseguiu encontrar casas para tocar que não tivessem acordo de exclusividade na venda de ingressos com a Ticketmaster. A turnê foi cancelada – e a batalha do Pearl Jam entrou em um ritmo acelerado. Em maio de 1994, a banda entrou com uma investigação no Departamento de Justiça sobre o suposto monopólio da Ticketmaster. Com a inexperiente empresa de ingressos ETM no comando, o Pearl Jam seguiu com sua turnê de verão de 1995, que começou a se esfacelar desde o primeiro dia. A abertura em 16 de junho, em Boise (Idaho), teve de ser cancelada – o local, administrado pelo estado, requeria uma aprovação do governo para usar um meio alternativo de sistema de ingressos – e mudou para Casper (Wyoming). Após uma série de problemas e discussões, o empresário da banda, Kelly Curtis, anunciou que a banda excursionaria, se necessário, com a Ticketmaster. Dias mais tarde, um inflamado Vedder ligou para uma rádio e passou por cima de seu empresário. “Se no fim das contas não houver um jeito de excursionar sem a Ticketmaster, então simplesmente iremos para nossas casas fazer nossos discos”, ele disse.
O golpe final veio quando a investigação federal antitruste da Ticketmaster foi arquivada. Vedder nunca comentou a derrota publicamente. Mas sintomas de uma nova desilusão eram aparentes. Em fevereiro de 1996, o Pearl Jam fez sua primeira aparição na TV em dois anos, no Grammy. Depois de ganhar a primeira estatueta da noite, Vedder aproveitou para resmungar que a honraria “não significa nada”. Para alguns espectadores, pareceu mais um estereotipado capricho típico de um rock star. O gerente do Bacchanal, Billy Buhrkuhl, assistiu à cerimônia e não reconheceu o vocalista que havia conhecido em São Diego dez anos antes: “Nos velhos tempos, Eddie era grato por tudo”.
Os velhos amigos de Vedder não foram os únicos desapontados pelas cruzadas do Pearl Jam contra a própria popularidade. A impaciência dos fãs com a quase invisibilidade da banda tem afetado as vendas. Lançado em setembro, No Code estreou na posição número 1, mas depois de dois meses já havia caído fora do Top 20. É também um destino diabolicamente irônico para um disco que é um dos melhores e mais maduros da banda até hoje. Mas há evidências que sugerem que Vedder está procurando suporte revisitando seu passado pré-Pearl Jam e reafirmando suas velhas amizades. Em 1995, ele apareceu inesperadamente no funeral de seu velho professor de teatro, Clayton Liggett. Depois da cerimônia, juntou-se aos velhos colegas na casa do ex-professor. Ultimamente, ele tem aparecido de surpresa para falar com velhos conhecidos de São Diego, que ainda acham que Vedder é o amigo “simples” daquela época. “Ele queria ir ao parque jogar bola e tomar umas cervejas”, disse um deles. “Foi bem estranho, porque foi como se ele nunca tivesse ido embora.” Aparentemente, o sentimento de Vedder é diferente. “[Quando] saio com pessoas de quem senti saudade”, ele disse certa vez, “e de quem já fui amigo, com quem estou ansioso por dividir momentos como costumávamos fazer... sinto como se eu fosse uma criança sendo comida por cães selvagens. Estou em conflito”.
Encurralado por sua fama, alienado de seu passado, o único lugar onde Vedder parece não estar em conflito é frente aos fãs que o adoram. É 16 de setembro de 1996, duas noites depois da letárgica abertura da turnê em Seattle, e o grupo está tocando no Key Arena, uma propriedade da Ticketmaster onde a banda concordou em se apresentar com a condição de que a renda fosse doada para a caridade. Graças ao complicado sistema “alternativo” de ingressos, o público teve que passar uma hora do lado de fora do local, enquanto os 16 mil ingressos eram passados através de um leitor de código de barra. Do lado de dentro, as coisas não foram melhores. De cabeça baixa, a banda espremeu as músicas do set list de modo automático e sem prazer, enquanto Vedder repetidamente estendia seus braços em uma pose que remete à crucificação de Cristo.
Ele parecia determinado a frustrar seus fãs, drenando a energia do show com discursos sérios. Logo, a música começou a parecer uma trilha de fundo para as falas do vocalista. Isso até a parte final, quando o Pearl Jam engatou em “Alive”. Enquanto as guitarras surgiam, um rapaz de camisa de flanela tentou subir no palco. Vedder arrancou o garoto das mãos dos seguranças e o puxou para cima do palco, onde o fã se sentou. E então se jogou para trás, de costas. Vedder se agachou e direcionou a música para o fã deitado de braços abertos, como uma águia. “Você ainda está vivo!”, Vedder cantou. A banda acelerou, enquanto o fã se levantou e correu para a beira do palco, jogando-se sobre a plateia. A multidão rugiu, e, pela primeira vez em mais de um ano, a banda e Vedder tocaram em perfeita sincronia, com vontade, trocando sorrisos.
Embora fosse conhecido pelo talento musical, a identidade principal era como a estrela dramática da escola. Seu começo como ator foi no coral, e logo foi promovido a papéis principais. “Ele era um ator maravilhoso”, diz um ex-colega da aula de teatro. “Seu ídolo era Dustin Hoffman.” Mas, se os anos escolares de Eddie Mueller foram menos tristes do que ele afirma, há poucas dúvidas de que o rapaz sofreu um golpe emocional em seu último ano, quando a então namorada Liz Gumble terminou com ele. Amigos recordam que Vedder ficou inconsolável. “As coisas desabaram”, diz um amigo. Mueller deixou a escola antes de se formar e mudou-se para a região de Chicago com a família. Ele ainda viria a completar os estudos futuramente. Foi também nessa época que Eddie Mueller adotou o nome de solteira de sua mãe e tornou-se Eddie Vedder.
Mesmo que a música do Pearl Jam seja associada à cena de Seattle e à explosão do grunge, as raízes musicais de Eddie Vedder vêm da idílica comunidade litorânea de La Mesa, em São Diego, para onde ele se mudou em 1984. Na época, as aspirações teatrais de Vedder já haviam sido suplantadas por suas ambições como cantor e compositor, tornando-se presença constante em shows, em que aparecia com um gravador, montando uma coleção de gravações piratas. Trabalhando como segurança de hotel e frentista, escreveu músicas enquanto trabalhava no turno da noite, mas só foi demonstrar seus talentos publicamente no fim de 1986, quando respondeu a um anúncio de jornal: a banda Bad Radio procurava um vocalista. Três vocalistas fizeram testes, mas só depois que Vedder arrematou o cargo é que seus colegas descobriram que ele tinha um acervo de músicas prontas. “Piramos com isso”, lembra o baixista Dave Silva.
Se Vedder era o ponto focal da banda no palco, era também fora dele. Embora contratado como o vocalista, ele rapidamente tomou para si as rédeas do projeto, tornando-se não só o principal compositor, mas empresário e promotor. Vedder era incansável em sua tarefa. Sua base de operações era o Bacchanal, uma casa noturna para bandas alternativas emergentes tocarem, onde Vedder era presença constante. O então gerente do clube, Billy Buhrkuhl, relembra: “Ele ficava de roadie, de ajudante. Sabia que queria estar no ramo da música e estava focado no objetivo que queria alcançar... Ele me perguntava sobre contratos, sobre qual é o melhor modo para assinar com uma gravadora, como encontrar um agente”. Vedder trabalhou duro para estabelecer o Bad Radio como uma banda com consciência social. Fechou datas em shows beneficentes, incluindo um da Anistia Internacional local e outro para levantar fundos para a preservação das florestas. E Vedder tinha uma música para cada ocasião. Um vídeo de um show do Bad Radio mostra o cantor anunciando do palco: “Aqui tem uma de que eu gosto. Esta é sobre os desabrigados”.
No fim de 1989, três anos depois de responder ao anúncio do Bad Radio, Vedder convidou o amigo russo Valery Saifudinov para um show no Bacchanal. “Depois estávamos numa festa”, ele relembra. “Ele disse: ‘Estou deixando a banda. Preciso seguir em frente. Estou tentando prosseguir e fazer as coisas acontecerem’.” A parada seguinte de Vedder foi Los Angeles, onde ele conseguiu se colocar no epicentro da indústria musical da costa oeste. Ironicamente, seu destino – e todo o futuro do rock nos anos 90 – estava tomando forma a centenas de quilômetros ao norte, em Seattle.
Cinco anos antes, a “cena” de Seattle era só um punhado de bandas unidas que tocavam em galpões e nos fundos de bares. Entre esses grupos estava o Green River, que contava com Stone Gossard e Jeff Ament, que não faziam questão de esconder suas aspirações comerciais. Já o vocalista Mark Arm, que mais tarde cantaria no Mudhoney, não escondia seu desgosto com o mainstream. “Éramos cinco caras diferentes tocando coisas diferentes”, relembra Arm. “Funcionou por um tempo, e depois não rolou mais.” Quando parou de funcionar, Gossard e Ament saíram e formaram o Mother Love Bone, prontamente contratado pela PolyGram. Mas, em março de 1990, poucos meses antes do lançamento do álbum de estreia, o vocalista Andrew Wood morreu, vítima de uma overdose acidental de heroína. Gossard e Ament se mexeram para formar uma nova banda, recrutando o guitarrista Mike McCready, que tocava na banda Shadow. Com Matt Cameron, baterista do Soundgarden, ocupando provisoriamente o posto, o proto-Pearl Jam gravou um punhado de faixas construídas com base nos riffs de Gossard. Mas faltavam os vocais. Para preencher a vaga, a banda recorreu a Jack Irons, que sugeriu um certo vocalista que havia conhecido anos antes em São Diego.
Vedder declarou que compor os versos e melodias para as demos de Gossard marcou um ponto de virada em sua vida, tanto criativa quanto pessoal. “Comecei a lidar com algumas coisas com que ainda não havia lidado”, Vedder disse em 1991. “Eram músicas ótimas – e extraíam coisas de dentro de mim que ainda não haviam vindo à tona.” As coisas com as quais ele “não havia lidado” eram eventos que remetiam ao dia em que sua mãe revelou a ele que o homem que ele havia conhecido como um amigo da família era, na verdade, seu pai biológico – um homem de quem Vedder se recordava vagamente como uma vítima de esclerose múltipla (e que morreu quando ele tinha 13 anos). Mais tarde, enquanto surfava, os versos vieram. Vedder correu de volta para o apartamento da então namorada (mais tarde esposa) Beth Liebling, onde gravou seu vocal sobre a música, deu a ela o título de “Alive” e mandou a fita, com duas outras músicas, para Seattle.
Antes de voar de São Diego para seu primeiro encontro com os futuros membros do Pearl Jam, Vedder só pediu que não perdessem tempo. Do aeroporto, o grupo foi direto para o estúdio. Em cinco dias, compuseram 11 músicas. No sexto, a banda fez seu primeiro show em Seattle, sob o nome de Mookie Blaylock, dado em homenagem a um jogador de basquete do New Jersey Nets (o nome mudou para Pearl Jam quando o atleta reclamou). Vedder foi igualmente intenso em suas primeiras reuniões com os executivos da Epic. “Quando o conheci, havia algo diferente nele”, diz uma fonte que o conheceu na gravadora. “Ele era enigmático e carismático.” Na primeira reunião, Vedder falou pouco e não tirou os olhos do próprio colo, passando a impressão de uma pessoa “ingênua a respeito da indústria”, de acordo com um confidente de longa data de Vedder na Epic, que ficou chocado ao saber do passado do vocalista na cena musical de São Diego. “Se estávamos sendo enganados”, a fonte diz, “Fui enganado como todo mundo”.
Ten, lançado em agosto de 1991, passou quase despercebido nas listas de mais vendidos. Um mês mais tarde, o Nirvana lançou Nevermind, e, em janeiro de 1992, o álbum chegou à posição número 1, dando início à era dos roqueiros alternativos. O Pearl Jam logo foi carregado junto na mania que surgiu por tudo que vinha de Seattle.
Desde o começo, o Pearl Jam foi perseguido por céticos que viam a banda como pouco mais que uma versão mais fofa do anárquico Nirvana. Vedder, talvez como uma reação às críticas, parecia decidido a provar sua genuinidade alternativa. Em 1992, instituiu em manter uma série de promoções para manter uma conexão estreita com o público: shows apenas para o fã-clube do grupo, versões em vinil dos álbuns lançadas uma semana antes dos CDs e ingressos com preços moderados. Para Vedder, mudar a indústria significou colocar a si e sua banda em oposição a ela. Evitando os meios tradicionais de marketing em massa, ele instaurou um veto a videoclipes e restringiu drasticamente o acesso da imprensa. Vedder ficou furioso, por exemplo, quando uma revista adolescente publicou fotos desatualizadas, para as quais ele havia posado um ano antes. Ele se revoltou quando a MTV colocou “Jeremy” no ar quase ininterruptamente, roubando o poder emocional da música – um fato que contribuiu para seu veto aos clipes. Para uma geração que vê com suspeita a propaganda e o hype, as proibições de Vedder funcionaram como a tática promocional anticomercial perfeita. Em 1993, o álbum Vs. alcançou 950 mil cópias vendidas na primeira semana. Em 1994, o Pearl Jam lançou Vitalogy, que vendeu impressionantes 877 mil cópias na semana de estreia. E então veio a Ticketmaster.
Talvez empolgado com o sucesso do Pearl Jam em sua missão de reescrever as regras da indústria, Vedder pode ter acreditado que mudar a indústria dos ingressos era algo que estava dentro do seu alcance. Hoje, a briga com a Ticketmaster representa a derrota mais pública da banda – e um exemplo de Vedder tentando fazer mais do que é capaz. As sementes da rixa com a empresa foram plantadas no início de 1992, quando o Pearl Jam tocou em um show beneficente em Seattle e exigiu que a gigante dos ingressos doasse para a caridade 1 dólar da taxa de serviço que a empresa acrescenta a cada ingresso vendido. A agência concordou e adicionou 1 dólar extra no preço de cada entrada. De acordo com uma fonte, Vedder ficou furioso pela traição e começou a falar da Ticketmaster “incessantemente”.
Na turnê de Vitalogy, o Pearl Jam tentou se virar sem a empresa, mas não conseguiu encontrar casas para tocar que não tivessem acordo de exclusividade na venda de ingressos com a Ticketmaster. A turnê foi cancelada – e a batalha do Pearl Jam entrou em um ritmo acelerado. Em maio de 1994, a banda entrou com uma investigação no Departamento de Justiça sobre o suposto monopólio da Ticketmaster. Com a inexperiente empresa de ingressos ETM no comando, o Pearl Jam seguiu com sua turnê de verão de 1995, que começou a se esfacelar desde o primeiro dia. A abertura em 16 de junho, em Boise (Idaho), teve de ser cancelada – o local, administrado pelo estado, requeria uma aprovação do governo para usar um meio alternativo de sistema de ingressos – e mudou para Casper (Wyoming). Após uma série de problemas e discussões, o empresário da banda, Kelly Curtis, anunciou que a banda excursionaria, se necessário, com a Ticketmaster. Dias mais tarde, um inflamado Vedder ligou para uma rádio e passou por cima de seu empresário. “Se no fim das contas não houver um jeito de excursionar sem a Ticketmaster, então simplesmente iremos para nossas casas fazer nossos discos”, ele disse.
O golpe final veio quando a investigação federal antitruste da Ticketmaster foi arquivada. Vedder nunca comentou a derrota publicamente. Mas sintomas de uma nova desilusão eram aparentes. Em fevereiro de 1996, o Pearl Jam fez sua primeira aparição na TV em dois anos, no Grammy. Depois de ganhar a primeira estatueta da noite, Vedder aproveitou para resmungar que a honraria “não significa nada”. Para alguns espectadores, pareceu mais um estereotipado capricho típico de um rock star. O gerente do Bacchanal, Billy Buhrkuhl, assistiu à cerimônia e não reconheceu o vocalista que havia conhecido em São Diego dez anos antes: “Nos velhos tempos, Eddie era grato por tudo”.
Os velhos amigos de Vedder não foram os únicos desapontados pelas cruzadas do Pearl Jam contra a própria popularidade. A impaciência dos fãs com a quase invisibilidade da banda tem afetado as vendas. Lançado em setembro, No Code estreou na posição número 1, mas depois de dois meses já havia caído fora do Top 20. É também um destino diabolicamente irônico para um disco que é um dos melhores e mais maduros da banda até hoje. Mas há evidências que sugerem que Vedder está procurando suporte revisitando seu passado pré-Pearl Jam e reafirmando suas velhas amizades. Em 1995, ele apareceu inesperadamente no funeral de seu velho professor de teatro, Clayton Liggett. Depois da cerimônia, juntou-se aos velhos colegas na casa do ex-professor. Ultimamente, ele tem aparecido de surpresa para falar com velhos conhecidos de São Diego, que ainda acham que Vedder é o amigo “simples” daquela época. “Ele queria ir ao parque jogar bola e tomar umas cervejas”, disse um deles. “Foi bem estranho, porque foi como se ele nunca tivesse ido embora.” Aparentemente, o sentimento de Vedder é diferente. “[Quando] saio com pessoas de quem senti saudade”, ele disse certa vez, “e de quem já fui amigo, com quem estou ansioso por dividir momentos como costumávamos fazer... sinto como se eu fosse uma criança sendo comida por cães selvagens. Estou em conflito”.
Encurralado por sua fama, alienado de seu passado, o único lugar onde Vedder parece não estar em conflito é frente aos fãs que o adoram. É 16 de setembro de 1996, duas noites depois da letárgica abertura da turnê em Seattle, e o grupo está tocando no Key Arena, uma propriedade da Ticketmaster onde a banda concordou em se apresentar com a condição de que a renda fosse doada para a caridade. Graças ao complicado sistema “alternativo” de ingressos, o público teve que passar uma hora do lado de fora do local, enquanto os 16 mil ingressos eram passados através de um leitor de código de barra. Do lado de dentro, as coisas não foram melhores. De cabeça baixa, a banda espremeu as músicas do set list de modo automático e sem prazer, enquanto Vedder repetidamente estendia seus braços em uma pose que remete à crucificação de Cristo.
Ele parecia determinado a frustrar seus fãs, drenando a energia do show com discursos sérios. Logo, a música começou a parecer uma trilha de fundo para as falas do vocalista. Isso até a parte final, quando o Pearl Jam engatou em “Alive”. Enquanto as guitarras surgiam, um rapaz de camisa de flanela tentou subir no palco. Vedder arrancou o garoto das mãos dos seguranças e o puxou para cima do palco, onde o fã se sentou. E então se jogou para trás, de costas. Vedder se agachou e direcionou a música para o fã deitado de braços abertos, como uma águia. “Você ainda está vivo!”, Vedder cantou. A banda acelerou, enquanto o fã se levantou e correu para a beira do palco, jogando-se sobre a plateia. A multidão rugiu, e, pela primeira vez em mais de um ano, a banda e Vedder tocaram em perfeita sincronia, com vontade, trocando sorrisos.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
FATOS HISTÓRICOS
Fatos importantes - 28 de Janeiro
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
MULHER GOSTA DE HOMEM INTELIGENTE
PUTAQUEPARIUUUUUUU
Inteligente oK mas NERD é foda.
Depois dessa ela riu e foi embora.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
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