sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SHY MOON

Bom final de semana a todos.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

TOP AGENDA

O ex-vocalista do Iron Maiden, BLAZE BAYLEY, chega a Vitória para duas apresentações no Pub Em Reforma.

Nesta quinta-feira, 10 de janeiro, a apresentação será realizada para uma platéia menor. Serão disponibilizadas 13 mesas (4 cadeiras cada), além de outros 100 lugares (em pé).

Haverá local para autógrafos, fotos e conversar com Blaze, além de OPEN BAR com Cerveja, água, caipivodca, caipirinha e salgados liberados ENTRE 22HS (abertura da casa) E MEIA NOITE.
...
A primeira parte será pelo projeto NYLON MAIDEN, de Blaze Bayley, com 45 minutos de show no qual o músico apresentará a tradução dos grandes clássicos da banda para violão de nylon, com a participação especial da violinista Anne Bakker.

A segunda parte da apresentação será de Blaze tocando clássicos do Iron Maiden e de sua carreira solo em versões acústicas. Participações especiais de Thomas Zwidjsen e Anne Bakker.

A terceira apresentação será da banda PIECE OF MAIDEN, tocando sucessos do Iron Maiden!


BLAZE BAYLEY: SÓ PARA OS ÍNTIMOS
Quinta, 10/01, 22h
Pub Em Reforma

SHOW
Blaze Bayley
Piece Of Maiden

MÚSICOS CONVIDADOS
Thomas Zwidjsen e Anne Bakker

OPEN BAR
Cerveja, água, caipivodca, caipirinha e salgados liberados até meia-noite

ENTRADA
R$80
R$100 (ingresso individual em mesa para 04 pessoas)

OBS.: Aceitaremos pagamento de entrada com cartão de crédito excepcionalmente para esta data.

CENSURA
18 anos com documento original de identificação com foto

LOCAL
Pub Em Reforma
Rua Romulo Samorini, 33
Praia do Canto - Vitória/ES
(Paralela à Rua João da Cruz, no Triângulo)

INFO
(27) 9989 5654
(27) 9299 3254
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Chegamos à segunda fase!!!

Fomos selecionados entre mais de DUAS MIL bandas para ir para a segunda fase junto com outras quarenta bandas. E somos a única banda participante do Espírito Santo que foi selecionada!! E só chegamos graças aos votos de vocês!!

E agora mais do que nunca precisamos do seu voto!
...
Se ficarmos entre as cinco mais votadas iremos para a fase final e sermos os grandes vencedores desse concurso MEGA importante!!

Então, dá aquela votadinha e convide os amigos a votar também! ;)

Essa é a chance para que não teve tempo de votar, e para quem já votou na primeira etapa nos dar aquela SUPER força novamente!!

A votação começa na sexta-feira dia 04/01 e termina no dia 11/01! Compartilhe e convide os amigos!!

O link para a votação: http://www.breakoutbrasil.com/breakoutBrasil/entry/Cinco-Ns

Muito obrigado pelo apoio e carinho de todos vocês! =)
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Eis que ela retorna! A SUMMER IS MAGIC vem para exaltar o "mood" feliz e alegre que é a cara do verão, e você não pode ficar de fora! A farra está liberada nesta sexta, 11 de janeiro, a partir das 22 horas, no Celebration. Vem!

SUMMER IS MAGIC
Sexta, 11/01, 22h
Espaço Celebration

DJs
Gabriel Kulza e convidados

ENTRADA*
R$10 até 00h
R$15 após 00h

*Pagamento somente em dinheiro.

CENSURA
18 anos com documento de identificação original com foto

LOCAL
Espaço Celebration
Av. Saturnino Rangel Mauro, 505
Jardim da Penha - Vitória/ES
(Rua do Canal, próximo à Ponte Ayrton Senna)

INFO
(27) 8854 6844
(27) 8856 0874
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Os termômetros apontam que a estação mais esperada do ano chegou. O clima dos trópicos vem junto com a terceira edição da FANFARRA.

Para a FANFARRA #3, convidamos com exclusividade os astros de capacete do DAFT POBRE, ( https://soundcloud.com/daftpobre ), com um show novo, visto em primeira mão, num live inédito, com mash-ups surpreendentes e incendiários!
Formado pelo duo de produtores Murilo Caldas (ES) e Leandro Correa (MG), especializados em colagens musicais, conhecidas também como mash-ups ou bootleg...s, misturam o chique com o brega, o morro com o asfalto. Tudo isso em uma mistura única, de hits indies com hits do Pará, junto com ritmos tipicamente cariocas e ainda passeando pelo pop. A tour 2012 passou por várias cidades como Belo Horizonte, Maceió, Macapá, Salvador, Uberlândia, Rio de Janeiro, e estreiam com exclusividade a TOUR 2013, dia 11/01, às 23h, na FANFARRA #3!!!

Chegamos à nossa terceira edição com um grande sucesso de crítica e de público, fomos recentemente premiados como a MELHOR FESTA DE 2012. E para comemorar esse feito, nossos DJ’S estão preparando set’s energéticos, para começar o ano com tudo.

FLYER VIRTUAL: http://imageshack.us/f/836/fanfarra3.jpg/

●●● FANFARRA #3 : DAFT POBRE
●●● 11/01 :: 23h :: Blow Up

▲▼LINE UP:

▲▼ 23:00h: JOINT (FANFARRA DJ)
▲▼ 01:00h DAFT POBRE (MG/ES)
▲▼ 03:00h: RAFAHELL (FANFARRA DJ)

FOTOS POR: Leonardo "Dexter" Socolott: http://500px.com/LeonardoSocolott
Strike a pose, dance and have fun!!!

● ENTRADA:
» R$ 20,00 com nome na lista até 01h
NOMES NA LISTA COM: MARCOS BARROSO, IGOR FREITAS E RAMON MARTINELLI

»R$ 25,00 sem nome na lista ou após 01h

● Entrada com pagamento somente em dinheiro. Para os serviços internos, a Blow Up aceita os cartões de crédito Visa e Mastercard.

● INFORMAÇÕES: 9996 2992 (RAFAEL), 9810 5992 (JOÃO), BLOW UP: 3229 3000 ou pelo email producaofanfarra@gmail.com

● Proibida entrada de menores de 18 anos. A apresentação de documento é obrigatória. Por regulamentação da casa, é proibida a entrada de pessoas de bermudas e chinelos.
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12-01 | CLASSIC NIGHT 3
Bandas:

EVERLONG - Tributo ao Foo Fighters
PARALELO GRUNGE - Tributo a Nirvana, Silverchair e outras.
... ENGENHEIROS TRIO - Tributo ao Engenheiros do Hawaii
COMMANDO - Tributo ao Ramones

Local: BAR PÓS GRADUAÇÃO - Vila Velha/ES
(ao lado do terminal de V. Velha)
Data: 12-01-2013
Hora: 22hs.
Ingresso: R$10 na porta.

Informações: 8116-3325 (vivo) | 9988-8840 - Paulo Carvalho
"divulgue e compartilhe, fortaleça o underground no ES"


PROMOÇÃO Vamos SORTEAR 2 (dois) INGRESSOS para o ROCK DE VERÃO dia 12-01 no Pós Graduação Vila Velha.
 Para participar:
1) Você deve curtir a Fãn Page da Correria Produções.
2) Compartilhar ESSE CARTAZ no seu mural como público.
3) Convidar seus amigos do facebook através do mural do evento.
O resultado do sorteio sai na sexta feira dia 11-01 meia noite. Compartilhe e boa sorte!
Mural do evento:
https://www.facebook.com/events/425691250832009/?fref=ts
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Domingo é dia de rock! Quatro bandas se apresentam a partir das 17 horas, as quais OffBlood, HeadClean, The Burgers, e Spocks.


ROCK DE VERÃO
Domingo, 13/01, 17h
Pub Em Reforma

BANDAS
18h - OffBlood (Punk)
19h - HeadClean (cover Raimundos, Cueio Limão, Dead Fish)
20h - The Burgers (cover de AC/DC, Matanza, Motorhead)
21h - Spocks (Rock Alternativo)

ENTRADA*
R$10

*Pagamento somente em dinheiro.

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

LOCAL
Pub Em Reforma
Rua Romulo Samorini, 33
Praia do Canto - Vitória/ES
(Paralela à Rua João da Cruz, no Triângulo)

INFO
(27) 9299 3254
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ÍDOLOS DA MPB

Um dos músicos brasileiros mais celebrados no exterior, nasceu em Niterói (RJ) e estudou piano desde criança, passando na juventude do clássico para o jazz. No início dos anos 60 passou a se apresentar em jam sessions de casas noturnas cariocas, especialmente no Beco das Garrafas, participou de festivais de jazz e liderou o Brazilian Jazz Sextet (chegando a gravar como o jazzista Cannonball Adderley) e mais tarde o Sexteto Bossa Rio, com quem se apresentou no Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962. O disco do grupo Sergio Mendes & Bossa Rio, de 1964, com arranjos de Tom Jobim, é considerado básico no instrumental da bossa nova. Ainda nos anos 60 excursionou por vários países com outros conjuntos até formar o Brazil 66, que gravou discos e fez turnês com muito sucesso. O disco "Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brazil 66" vendeu mais de um milhão de cópias, com o sucesso "Mas Que Nada" de Jorge Ben, chegando aos primeiros lugares das paradas de sucessos norte-americanas. Tocou na Casa Branca em 1967 e gravou muitos discos, individuais ou com os conjuntos que montou, sempre mesclando bossa nova, jazz e ritmos brasileiros populares, instrumentistas brasileiros e estrangeiros, e músicas como "Ponteio" (Edu Lobo/ Capinam) e "A Banda" (Chico Buarque). Em 1993 ganhou o prêmio Grammy.
Tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas.
Pouca gente sabe, mas durante a época de pobreza de Harrison Ford, o ator que participou de filmes de mais de 100 milhões de dólares de bilheteria, foi carpinteiro de Sérgio Mendes.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

ENQUANTO ISSO NO BOLICHE

Putz....
Não foi dessa vez, Capitão.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Master Sifu!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FOTO DO DIA

 
Bob Mould
 
Para muitos o nome pode soar desconhecido, mas Bob Mould tem uma vasta carreira dentro da indústria musical e um dos maiores precursores da cena alternativa americana nos anos 80.Bob Mould fez parte do Husker Dü, uma das bandas mais celebres do cenário Punk/Hardcore dos anos 80 ao lado do Black Flag, Circle Jerks e Minor Threat, e que durante os seus oito anos de existência com seis discos lançados – entre eles a obra prima "Candy Apple Grey" (1986) – criou uma identidade própria através de uma sonoridade inovadora que unia a energia do Punk Rock, com todo o psicodelismo dos anos 60 e todo sentimentalismo pop, distanciando das demais bandas de sonoridade selvagem e engajamento sócio-político.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ÍDOLOS DA MPB

Raimundo Fagner Candido Lopes nasceu no dia 13 de outubro de 1949. É cearense de Orós, filho de Francisca Candido Lopes e José Fares Lopes.

1955 – No dia das Mães, recebe na Ceará Rádio Clube o prêmio de Melhor Intérprete cantando MÃEZINHA QUERIDA.

Grandes nomes da música brasileira como Luiz Gonzaga, Orlando Silva, Nelson Gonçalves são referências em sua carreira.

1968 – Participa do IV Festival de Música Popular do Ceará. Canta NADA SOU (Fagner – Marcus Francisco) e é premiado como Melhor Intérprete do Festival.

1969 – Com a turma do Capela Cristina (grupo de música e arte do Ceará) faz turnê na Argentina.

1970 – Inicia o curso de Arquitetura na UnB (Universidade de Brasília).

1971 – Inscreve três músicas no Festival de Música Jovem promovido pelo Centro Estudantil da Universidade de Brasília – CEUB – onde estuda Arquitetura: 1o. lugar com MUCURIPE (Fagner – Belchior), 6o. lugar com MANERA FRU FRU MANERA(Fagner – Ricardo Bezerra), Prêmio Especial do Júri com CAVALO FERRO (Fagner – Ricardo Bezerra), Melhor Intérprete e Melhor Arranjo.

Após o Festival viaja para o Rio de Janeiro e no mesmo ano muda-se para são Paulo.

1972 – Março: Elis Regina canta MUCURIPE e NOVES FORA (Fagner – Belchior) em seu show É ELIS, no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro.

Maio: Elis Regina lança seu disco anual e inclui MUCURIPE.

Junho: no DISCO DE BOLSO 2 (Compacto Simples) do jornal O PASQUIM Fagner canta MUCURIPE acompanhado pelo cantor e compositor Ivan Lins no piano.

Julho: o Quarteto em Cy grava CAVALO FERRO.

Setembro: participa do VII Festival Internacional da Canção com QUATRO GRAUS (Fagner – Dedé Evangelista). A música foi incluída no Compacto Simples e no LP OS GRANDES SUCESSOS DO FIC 72.

Wilson Simonal grava NOVES FORA (Fagner – Belchior)

Novembro: a Philips lança o Compacto Duplo com as músicas FIM DO MUNDO (Fagner – Fausto Nilo), CAVALO FERRO, QUATRO GRAUS e AMÉM, AMÉM (Fagner). O compacto tem as participações de Ivan Lins e Luiz Claudio

Ivan Lins lança seu LP QUEM SOU EU e inclui QUARTO ESCURO, sua composição em parceria com Fagner.

1973 – Lançamento do primeiro LP – MANERA FRU FRU MANERA. Desse disco faz parte CANTEIROS, baseado no poema A MARCHA, de Cecilia Meireles, com música de Fagner e sucesso imediato em todo o Brasil. O LP tem a produção de Roberto Menescal e Fagner, arranjos de Ivan Lins e participações especiais de Nara Leão, Naná Vasconcelos e Bruce Henry.

A Philips lança a trilha sonora do filme JOANA FRANCESA, de Cacá Diegues. A atriz francesa Jeanne Moreau é a protagonista e da trilha consta a música JOANA FRANCESA (Chico Buarque), interpretada por Fagner e Chico.

Fagner se torna um nome respeitado no mercado musical. Seus álbuns lhe rendem sucessivamente discos de ouro (vendas acima de 100 mil cópias) e/ou platina (acima de 500 mil cópias). O LP ROMANCE NO DESERTO, de 1987, alcança mais de 1 milhão de cópias vendidas.

1975 – A crítica de São Paulo elege Fagner o Cantor do Ano.

MUCURIPE é gravada por Roberto Carlos.

Elis Regina grava NOVES FORA.

1976 – O LP RAIMUNDO FAGNER é considerado pela crítica um dos melhores discos do ano.

1979 – No FESTIVAL 79 DA MPB, realizado pela TV Tupi, Fagner interpreta a música vencedora: QUEM ME LEVARÁ SOU EU (Dominguinhos – Manduka).

Divide com Roberto Carlos o Prêmio Playboy de MPB como Melhor Cantor, em eleição promovida pela revista Playboy.

1980 – Divide o Prêmio Playboy de MPB (Melhor Cantor) com Cauby Peixoto.

1981 – Produz e grava na Espanha o LP TRADUZIR-SE – dedicado a Glauber Rocha – com poemas de Ferreira Gullar, Florbela Espanca, García Lorca e Rafael Alberti. O disco tem as participações de famosos intérpretes da música latina: Mercedes Sosa, Manzanita, Joan Manoel Serrat e Camarón de La Isla.

Dentro da série de especiais GRANDES NOMES a TV Globo apresenta RAIMUNDO FAGNER CANDIDO LOPES. A abertura é feita pelo escritor Jorge Amado.

Pela segunda vez Fagner e Cauby Peixoto dividem o Prêmio Playboy de MPB de Melhor Cantor.

1982 – Durante a Copa do Mundo de Futebol na Espanha, Fagner se apresenta com Camarón de La Isla para milhares de pessoas na Plaza de España, em Sevilha.

Inicia na Espanha a produção e gravação de um LP com poemas do famoso poeta espanhol Rafael Alberti dedicados ao amigo Pablo Picasso. As melodias são compostas por Paco de Lucia, Ricardo Pachón e Fagner. A gravação tem participações especiais de Paco de Lucia, no violão e Rafael Alberti, declamando alguns poemas.

1983 – A CBS lança no Brasil o LP HOMENAGEM A PICASSO.

1984 – Lançamento do LP LUIZ GONZAGA E FAGNER, produzido por Fagner.

1986 – Comemorando o quinquagésimo aniversário da morte do poeta espanhol Federico García Lorca a CBS lança mundialmente o LP POETS IN NEW YORK, com a participação de grandes nomes da música internacional. Chico Buarque foi convidado para fazer a versão em português do poema LA AURORA (A aurora). Fagner compõe a melodia e interpreta a música.

1987 – Com a atriz cearense Florinda Bolkan formou o casal de protagonistas da minissérie A RAINHA DA VIDA, da TV Manchete. Foi ainda responsável pela trilha sonora da história de 15 capítulos.

1988 – O sucesso do álbum LUIZ GONZAGA E FAGNER motivou o lançamento do LP GONZAGÃO E FAGNER 2, também produzido por Fagner. Em 2001 a gravadora BMG lança o CD duplo GONZAGÃO E FAGNER, reproduzindo os dois LP’s. Esse trabalho permanece em catálogo até hoje.

1995 – Participa como artista plástico de exposição no Espaço Cultural da Câmara dos Deputados em Brasília.

1998 – Para comemorar 25 anos de carreira grava o CD duplo AMIGOS E CANÇÕES, com participações de Angela Maria, Chico Buarque, Djavan, Emilio Santiago, Fábio Jr, Fafá de Belém, Ivan Lins, Joanna, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Ney Matogrosso e Zezé de Camargo & Luciano.

2000 – Lançamento da FUNDAÇÃO SOCIAL RAIMUNDO FAGNER (www.frfagner.com.br). O trabalho social desenvolvido pela Fundação tem recebido vários prêmios, entre eles o Itaú/UNICEF (duas vezes), Cultura Viva (do Ministério da Cultura) e Criança Esperança.

2003 – Lançamento do CD e DVD do projeto RAIMUNDO FAGNER E ZECA BALEIRO.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

PAUSA

O blog Taruíra vai tirar um descanso, voltando com suas atividades no dia 02/01/2013.
Atencipando a todos que curtem essa bagaça aqui um feliz ano novo, repleto de conquistas, saúde e realizações.
Abs.

O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
O pescador não tem medo
É segredo se volta ou se fica no fundo do mar
Ao ver a morena bonita sambando
Se explica que não vai pescar
Deixa o mar serenar
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
A lua brilhava vaidosa
De si orgulhosa e prosa com que deus lhe deu
Ao ver a morena sambando Foi se acabrunhando então adormeceu o sol apareceu
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
Um frio danado que vinha
Do lado gelado que o povo até se intimidou
Morena aceitou o desafio Sambou e o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
A estrela que estava escondida
Sentiu-se atraída depois então
apareceu
Mas ficou tão enternecida Indagou a si mesma a estrela afinal será ela ou sou eu
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FOTO DO DIA

Undertow foi e sempre será uma banda de amigos, que surgiu para se divertir juntos nas quentes noites capixabas.
Desde o lançamento do seu primeiro cd de nome SEDATIVO eles não apareciam com algo consistente para ouvirmos, também, pra que a pressa? Esta banda sempre foi uma banda que produziu com prazer e compromisso somente com os seus membros. Talvez por isso tenha levado tanto tempo para terminarem este trabalho que pode ser chamado a grosso modo como um parto de idéias livres. Sim é esta a palavra liberdade.
Podemos ver muitas influências, desde uma pegada mais oitentista até muita coisa do punk/pop mundial dos anos 90, somando uma longa bagagem numa que, sempre foi muito aberta, criativa e pouco percebida, porque não dizer também entendida, cena do Espírito Santo. Bandas como The Cars, Buzzcocks, Shades Apart me vieram a cabeça, sem falar da costa suja da cidade de Vitória e sua siderúrgica toda vermelha ao fundo, pura saudade, puro medo... Algo de lisérgico e bêbado apareceu também, sutilmente na reta do aeroporto passando reto na entrada da norte-sul, mas isso eu deixo pra ustedes, fico com a parte das guerras individuais locais e da água salgada. Está aí em algum lugar. Nada mais prazeroso do que ouvir uma banda que segue insistindo em ter sua personalidade própria, pelo que me lembro sempre foi assim. Desde, desde... 1998? Não me recordo, mas também não é relevante.
Quando existe música existe um lugar pra ir, sim isso já foi dito, mas pode se ir longe ouvindo estes caras. Fico com a máxima batida e com a banda, sempre agradecendo por ainda existir gente que continua se importando com música e liberdade. Coisa rara hoje nestes nossos dias de conceito. Viva!

Por Rodrigo Lima (Dead Fish)

Curta a banda no myspace: http://br.myspace.com/bandaundertow
Ouça o novo single no youtube:



Compre a música no iTunes Store:
https://itunes.apple.com/us/album/respeito-single/id587683731

O blog Taruíra deseja a todos um FELIZ NATAL !!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

GREAT TIMES ARE COMMING

Final de semana!
Festas!
Confraternizações!
Amor, paz, reflexões.
Se mundo acabar assim...pohaaann!
BOAS FESTAS.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

TOP AGENDA

Sol na Garganta do Futuro volta aos palcos da capital capixaba depois de alguns meses do lançamento do seu disco "No Meio de Tudo: Espaço". O show, na véspera do fim do mundo, é uma forma de despedida do ano e preparação para a série de shows programados para 2013.

O show de abertura fica por conta do grupo instrumental Mesu Komuro Trio e os sets com a galera do programa Tardes Infinitas da Universitária FM.

ENTRADA PROMOCIONAL: 10 R$
CD: 15 R$
ENTRADA + CD = 20 R$
*Pagamento somente em dinheiro.

CENSURA
18 anos com documento de identificação com foto

LOCAL
Pub em Reforma (antigo Teacher’s Pub)
Rua Rômulo Samorini, 33
Praia do Canto – Vitória - ES

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Victor Humberto, Roger Bezerra e Gilson Muniz
Jazz e standards americanos.
As melhores músicas para o seu fim do mundo.
E para dois mil e 13, muita sorte para todos!

Consulte nossa programação em:
https://www.facebook.com/WunderbarKaffee?sk=events
ou em
http://www.wunderbarkaffee.com.br/programacao.asp

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Pra que se lamentar se a gente pode REcomeçar?

Anderson Ventura apresenta o show 'REcomeço' dando início as gravações de seu 1º DVD.

Dia 21/12/12, sexta-feira, no Theatro Carlos Gomes, às 20h30.

Ingressos: R$10,00 (Meia)
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ESTÁ DECIDIDO. O fim do mundo chega primeiro na ALL STAR, a reunião das maiores festas da ANTIMOFO em uma única noite! Venha conferir de perto o clima apocalíptico de despedida que nós preparamos na próxima sexta, 21 de dezembro, a partir das 22 horas, simultaneamente no PUB EM REFORMA e no CELEBRATION.

Esperando o pior, resolvemos propor uma última missão para o nosso time estrelado de DJs: aqueles que costumam tocar POP foram desafiados a debutar nas pickups com ROCK, e assim por diante. Quem já toca roc...k'n'roll, ganhou a difícil missão de destilar o veneno Pop. É VER PARA CRER!



ALL STAR: FIM DO MUNDO EDITION
Sexta, 21/12, 22h
Pub Em Reforma e Espaço Celebration

PUB EM REFORMA (ROCK)

SHOW
Saulo Simonassi e banda

DJs
Gabriel Kulza
Petra

CELEBRATION (POP/ROCK)

PISTA IN (ROCK)
00:00 Vagner Rezende
01:00 Fr33di3s
02:00 Diego Lima
03:00 Digohaha
04:00 Léo PEEKA

PISTA OUT (POP)
00:00 Farah
01:00 Basika Riot Girl Vs. Vagner B.
02:00 Rafael Rautha (Alley Club/SP)
03:00 Lara F.
04:00 Daniel Morelo

ENTRADA*
R$10 até 0h
R$15 após 0h

*Pagamento somente em dinheiro.

CENSURA
18 anos com documento de identificação com foto

LOCAIS
Espaço Celebration
Av. Saturnino Rangel Mauro, 505
Jardim da Penha – Vitória – ES
(Rua do Canal, próximo à Ponte Ayrton Senna)

Pub em Reforma (antigo Teacher’s Pub)
Rua Rômulo Samorini, 33
Praia do Canto – Vitória
(Paralela a Rua João da Cruz)

INFORMAÇÕES
www.pubemreforma.com.br
www.antimofo.com
27 9299 3254
27 8854 6844


COMO FUNCIONA A ALL STAR?

A DINÂMICA VOCÊ JÁ CONHECE. O Pub receberá as festas de rock, como a Let's Rock, Rocket, Futurama, Retrô e Cover Night. O Celebration fica a cargo das festas Pop (Fun4Me, U Can Dance, Bang Bang, Bagaceira e Candy Party), na pista externa, e também das já tradicionais festas eletrônicas (Beat It, Cabaret, Just Dance) na pista interna.

Na entrada dos dois locais disponibilizaremos uma PULSEIRA EXCLUSIVA, uma para o Celebration e outra para o Pub em Reforma. Essa pulseira dará o direito de ir à outra festa, e de retornar.

Por exemplo, se você entrou no Celebration, com sua pulseira você poderá ir ao Pub, e, se quiser, poderá voltar ao Celebration. No retorno, o segurança irá retirar sua pulseira.

As fichas de consumo serão unificadas, servirão para os dois lugares. As casas abrirão às 22h, com encerramento previsto para as 05 horas da manhã seguinte.

Teremos dois seguranças com rádio nas entradas da Ponte Ayrton Senna, para manter a segurança. Entre um local e outro pedimos para atravessarem na faixa de pedestre do sinal.

Não será permitido sair com garrafas de bebidas. Disponibilizaremos copos. Seja educado, não jogue lixo na rua.
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EVENTO EM DESTAQUE:
Participe da festa de encerramento das atividades da casa no ano de 2012.

O Coletivo Vagalumni, a Olhos Coloridos, Mirartes, Zémaria e Guga Prates te convidam para a ENDLESS PARTY!

O som, a luz, a vibe e as surpresas são por nossa conta. Tragam suas bebidas e afins. Barman das 22h até as 3 da manhã.

A festa não tem hora para acabar e de manhã tem piscina.
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Depois do grande sucesso da primeira edição da Fanfarra na Blow Up, nossa segunda é mais que especial. Primeiro porque segundo as previsões maias, o dia da festa é a data do fim dos tempos: 21/12/12.

Nessa data cabalística, escolhemos as músicas que não poderiam faltar no último dia do mundo. Então pode saber que aquele grande hit, de ontem, de hoje e de sempre VAI TOCAR e você vai dançar como se fosse o seu último dia (se não for mesmo né?).

Os HITS de todos os tempos, de todas as eras, estarão ‘on the ...dancefloor’. Vai ser difícil selecionar os melhores blockbusters, eles estarão lá, de testemunhas, ajudando: Elvis, Lennon, Ray Charles, Whitney, Donna Summer, Michael Jackson...e você conosco, dançando até o fim!

Nessa segunda edição temos alguns convidados especiais: OH MY ROCK, aka Luis Felipe Salvador, o cara por trás de um dos mais conceituados blogs de música do país. Sua festa é um dos grandes HITS de SP, sucesso de público e crítica. E também MURILO CALDAS, produtor do duo DAFT POBRE, em um set feito sob medida para a FANFARRA, encerrando o line up histórico dessa festa que já nasce grande! Venha com seus amigos e continue dançando até o mundo acabar!

PROMOÇÃO: DOSE DUPLA DE BIG APPLE ATÉ 00H. CHEGUE CEDO E APROVEITE!

  FANFARRA #2 : FIM DO MUNDO

::21/12::
::23:00::
::BLOW UP::

LINE UP:
23:00 JOINT
00:30 RAFAHELL
02:00 LUIS FELIPE (OH MY ROCK)
03:30 MURILO CALDAS (DAFT POBRE)

Entrada: R$ 15,00 para os 100 primeiros ou R$ 20 reais após.
Entrada com pagamento somente em dinheiro. Para os serviços internos, a Blow Up aceita os cartões de crédito Visa e Mastercard.

INFORMAÇÕES: 9996 2992 (RAFAEL), 9810 5992 (JOÃO), BLOW UP: 3229 3000

Proibida entrada de menores de 18 anos. A apresentação de documento é obrigatória. Por regulamentação da casa, é proibida a entrada de pessoas de bermudas e/ou chinelos.
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SÁBADO DE MUITO ROCK INTERNACIONAL COM
YUMI HIROSE!!!

QUEM GOSTA COM CERTEZA VAI!!!

ESPERAMOS POR TODOS!!!

Couvert
R$ 4,99

DOSE DUPLA DE CAIPIRINHA DE 19:30HS AS 20:30HS

ABERTO DE TERÇA A SÁBADO COM VÍDEOS E SOM DO MAIS PURO ROCK'N ROLL!!!!
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EVENTO EM DESTAQUE:
Atenção para a programação da semana!

Sexta 21/12: Fim do mundo
Sábado 22/12: Show do Ócio em Vitória

Faremos um set especial de fim de mundo, bem mais longo do que de costume.
E vai ser de graça, então não tem desculpa!
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Lançamento Oficial Tour #JuntosSomosFortes

Área Verde do Álvares Cabral

Informações Procure por alguns desses Promoters no face:

Tuffy Nader, Humberto Vettore, Julia Bastos, Eduardo Lanes, Eliel Junior, Samira Soares, Fabricio Fernandes, Carol Canal, Beatriz Fontana, Danielly Dias.

Julia Bastos - 99713580
Tuffy Nader - 9885-8784
Humberto Vettore - 81350189

27. 7811 7568
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HI Eventos
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Pela terceira vez o ILHASHOWS abre seu palco para uma nova edição do COVERNIGHT. Dessa vez, para fechar o rock, convidamos MUKEKA DI RATO.

A casa brirá os portões a partir das 22hs. Como serão 4 bandas, os horários ficaram apertados e o rock começará mais cedo:

- 22:30: BANDA REVIVAL, a melhor banda cover de PINK FLOYD do Brasil.
... - 00:00: THE SINGLES, tocando BEATLES, intercalando com rocks clássicos.
- 01:00: OVER JAM: a banda cover que mais cresce no estado fará um tributo ao PEARL JAM.
- 02:00: SPOCKS. mantendo a nossa tradição de dar espaço para bandas novas, convidamos a banda que tocará blink 182, foo fighters, metallica, red hot chili peppers,ac/dc, the hives, the vines, sex pistols, led zeppelin, rage against the mahine, weezer e raimundos.
- 03:00: MUKEKA DI RATO

Serviço: ROCK NO ILHA - COVERNIGHT + MUKEKA DI RATO
Abertura dos portões: 22hs
22:30: REVIVAL
00:00: THE SINGLES
01:00: OVER JAM
02:00: SPOCKS
03:00: MUKEKA DI RATO

Ingressos:
- R$20,00 antecipado
- R$30,00 na portaria

Pontos de venda de ingressos: ZEPPELIN, BICHO GULOSO, CENTRAL INGRESSOS, BAHAMAS, SHOPPINGS NORTE SUL, PRAIA DA COSTA, MESTRE ÁLVARO e VITÓRIA.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ÍDOLOS DA MPB

Ripado para dentro de um iTunes, um disco de Lulu Santos pode ser automaticamente classificado como rythym and blues, um gênero musical que, no Brasil, não encontra muitos representantes, digamos, assumidos – embora Tim Maia, Sandra de Sá, Cláudio Zoli e muitos outros (que aqui acabaram definidos como “soul”) tenham tido papéis fundamentais. Mas a música de Lulu pode perfeitamente ser definida como MPB, rock, funk, eletrônica (e só aí cabem dúzias de outros rótulos), folk, samba... o que acaba naquelas três letrinhas que não são nada e, por isso mesmo, acabam sendo tudo: pop.
O homem que já definiu sua banda como “uma espécie de sucursal das Nações Unidas” (três negros, um oriental, um português e o próprio, autodefinido mulato) faz em sua música a mistura que todo brasileiro traz no sangue.
Nascido em 1953, nos anos 1960 conheceu os Beatles, que o levaram a pegar uma guitarra e formar sua própria banda, Cave Man – mais tarde ele “brigaria” com os rapazes de Liverpool, apelidando-os Beat-less, “os sem ritmo”, e depois faria as pazes, claro. Aproveitando a febre de liberdade da era hippie, correu o Brasil com sua turma, até, de volta ao Rio, formar o Veludo Elétrico, com o baixista Fernando Gama – que depois ganharia fama ao integrar bandas como os Mutantes e o Boca Livre --, que o acompanharia no Vímana, a misteriosa banda que reuniu Lulu, Ritchie e Lobão, além de Gama. Fascinado pelo rock progressivo de grupos como o Yes, desenvolvia sua habilidade com a guitarra, que o acompanha por toda a carreira.
Um breve intervalo como jornalista free-lancer e funcionário de gravadora depois, estabelece-se a parceria com Nelson Motta, já um experiente personagem da música brasileira, desde a bossa nova, e surge a primeira composição da dupla, “Areias escaldantes”. Em 1982 Luís Maurício já assume o apelido Lulu Santos e estreia em LP (tinha isso!) com “Tempos modernos”.
Aquele papo de ver a vida melhor no futuro, por cima de um muro de hipocrisia, rendeu: além de outros sucessos, como “De repente, Califórnia”, uma respeitável venda de 150 mil cópias, nada má para um estreante. Então, vamos nessa: a década de 80 veria Lulu lançar um disco por ano, estabelecendo-se como um dos artistas mais populares do Brasil, mas sem jamais deixar de ter o respeito da crítica e da classe.
Em 1983 veio “O ritmo do momento”, aquele da capa colorida, absolutamente new wave (a capa, não o disco, com Lulu e uma de suas amadas guitarras Fender Stratocaster), que enfileira os clássicos “Adivinha o quê” e “Um certo alguém”, logo de cara, sem esquecer “Como uma onda (Zen-surfismo)”. O Brasil canta acompanhado por Lulu, sua guitarra e sua banda, Os Românticos.
Já que a fase é boa, em 1984 vem “Tudo azul”: “Eu nunca fui o Rei do Baião/Não sei fazer chover no sertão/ Sou flagelado da paixão/ Retirante do amor/ Desempregado do coração” dizia a faixa-título, mais uma parceria de Lulu e Nelsinho. Sem medo de arriscar, ele, produzido por Liminha, se aproxima de ritmos brasileiros, investe em sopros e percussão. O repertório traz mais sucessos, como “Certas coisas”, “Tão bem” (esta de Lulu sozinho) e “O último romântico”.
Em janeiro de 1985, Lulu é um dos artistas brasileiros mais bem-sucedidos no Rock in Rio, apresentando-se na mesma noite que artistas estrangeiros como Nina Hagen, Rod Stewart e os grupos Queen e The B-52’s. O sucesso no festival eleva ainda mais sua popularidade. Ainda naquele ano, ele lança “Normal”, do sucesso “Sincero”, e não sai dos palcos. Mesmo discos que não emplacam megassucessos como “Como uma onda” ou “Certas coisas” mantêm suas boas vendagens. “Lulu”, de 1986, (“Casa” e “Condição”) seguram o astro nas rádios e em programas como o “Cassino do Chacrinha”, para atingir mais um pico de sucesso com “Toda forma de amor”, de 1988. “A cura”, com sua letra profética (“Existirá/ Em todo porto tremulará a velha bandeira da vida/ Acenderá/ Todo farol iluminará/ Uma ponta de esperança”), de autoria de Lulu, é a música mais tocada nas rádios brasileiras no ano.
O disco ao vivo “Amor à arte”, depois muito criticado pelo próprio Lulu, encerra a fase inicial e vitoriosa de sua carreira – que já tinha gerado até uma coletânea, “O último romântico”, em 1987. Antes que a década acabasse, sempre buscando novas direções, Lulu aparece com “Popsambalanço e outras levadas”, em que começa a estabelecer mais claramente um estilo próprio, um pop dançante levado pela guitarra, influenciado pela MPB, pelo samba... música de Lulu Santos, qualquer brasileiro sabe. O disco traz um experimentalismo talvez inédito na carreira de Lulu.
O ano é 1990, e o disco, “Honolulu”. Menos furioso do que em “Popsambalanço”, mais próximo do Zen-Surfismo que um dia criara com Nelson Motta, nosso herói relaxa e diverte com o comovido “Samba em Berlim”, sobre a festa na queda do muro que dividia o mundo, no ano anterior, e com a reflexiva “Papo cabeça”. Naquele distante ano, ele já misturava percussões orgânicas diversas a programação eletrônica, sempre em prol da canção. É claro que tanto tempero tinha que passar por muitas provas até cair no gosto do povo. Uma segunda provinha veio com “Mondo cane”, de 1992, em que o som era azeitado (com direito à baladaça “Apenas mais uma de amor”, uma de suas canções mais regravadas) para o estouro que viria em seguida.
“Assim caminha a Humanidade” (1994) – a parceria com o produtor Marcelo Mansur, o Memê, dava ao Brasil um de seus maiores discos pop. Com as composições afiadíssimas e o sabor pop cristalino, palpável, Lulu sacode mais uma vez o Brasil, com direito a regravações de dois de seus heróis, dimetralmente opostos: o caipira canadense Neil Young (“Hey, hey, my, my (Into the Black)”) e o ponta-de-lança africano Jorge Benjor (“Tuareg”), além de um cheiro de seu primo de suingue Tim Maia. Nos tempos de bolso cheio do início do Plano Real, o milhão de cópias era absolutamente possível. E não foi só: dando o crédito ao parceiro, Lulu lança em seguida “Eu e Memê, Memê e eu” (1995), o famoso disco dos ursinhos na capa e do repertório mais dançante, impossível, a começar com a regravação de “Descobridor dos sete mares”, clássico de Tim Maia, passando por versões e remixes infernais, para a alegria de Memê, o Professor Pardal do pop brasileiro. Mais um milhãozinho de discos vendidos, Lulu continuava no topo da carne- seca. A trilogia com Memê apresentaria ainda “Anticiclone tropical” (1996), de sucessos como “Aviso aos navegantes” e “Dancin’ Days”, clássico das Frenéticas, não por acaso de autoria de Nelson Motta, em parceria com Ruban.
Tanto sucesso, um pop de digestão tão fácil e saborosa levaram o sempre inquieto Lulu ao radicalismo de “Liga lá”, disco (propositalmente?) bem mais difícil do que o trio anterior, e talvez por isso mesmo um dos que melhor resumem o irresumível Lulu Santos: guitarra, percussão (do fera argentino-baiano Ramiro Musotto), eletrônica, samba, tudo aberto com precisão total por “Hiperconectividade”, passando pelos Novos Baianos (“Dê um role”, de Galvão e Moraes Moreira), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos (“Fé cega, faca amolada”), pelo roqueiro argentino Charly García (“De mi”) e pelo tradicional (só no original) samba “Chico Brito”, de Afonso Teixeira e Wilson Batista. Tudo jogado no caldeirão pop-eletro-techno que Lulu vivia na época, em que chegou a se definir como “jungle addict” (viciado em jungle, o ritmo eletrônico que remete a batuques tribais.
Tantos blips e pzóings levam Lulu a uma atitude radical (e quando foi mesmo que ele tomou atitudes moderadas?): deixando de lado a tecnologia, ele chama os cascudos Dunga (baixo) e Marcelo Costa (bateria) e forma o power-trio Jacaré, que revisita recônditos pontos de sua obra em shows memoráveis (que, aliás, merecem um lançamento em CD, DVD, pen drive, no formato que for).
O experimentalismo descansa um pouco no autoral “Calendário”, recheado de canções de Lulu sozinho (como “Sábado à noite”, sucesso na versão do Cidade Negra), “Aquilo” e “Nau dos insensatos”, até a chegada do ano 2000, e, com ele, de “MTV Acústico Lulu Santos”.
É covardia: um violão (em geral, de cordas de aço, às vezes 12 delas), uma banda afiada até o osso e o repertório de Lulu Santos. Com um especial produzido com extremo bom gosto, nosso herói vende rios de discos (é, mais uma vez) e embarca em uma turnê tão longa e bem-sucedida que, claro, o faz sonhar com uma boa guitarra plugada. “No fim da turnê, fui tocar em Fortaleza e fiquei em um hotel que tocava o ‘Acústico’ 24 horas, sem parar. Realmente, valeu revisitar as músicas (“Apenas mais uma de amor”, de “Mondo cane”, de 1992, só estourou como deveria na regravação) e explorar o formato, mas estava na hora de seguir em frente”.
E em frente ele seguiu, com o deliciosamente pop “Programa”, de 2002, que o levou ao Centro de Estudos Espaciais de Moscou, na Rússia, onde, flutuando no ar, gravou o clipe de “Todo universo”. A passagem do tempo também está impressa em “Luca”, dedicada ao neto (!) do cantor.
O disco saiu, a turnê estreou e... Lulu resolveu que não era nada daquilo. “O Brasil mudando, Lula finalmente sendo eleito, e o sujeito flutuando no ar?”, perguntou, questionando a si mesmo. Resolvidos alguns problemas de saúde, Lulu completa 50 anos no estúdio, ao lado, claro, de Memê, para lançar “Bugalu” (2003), dançante, provocante, como o momento pedia, recheado de pérolas como “Delete”, “Jahu” (“Quando ela viu, cê tava no Jahu”, uma marca de andaimes e uma música irresistível), “Leite e mel” e “Rito pagão”. Tudo de volta aos eixos, banda afiada, com a cozinha de Chocolate (bateria) e André Rodrigues (baixo) e mais os teclados e as cinco mãos do Pokémon Hiroshi, nada mais justo do que um disco ao vivo, gravado em seu Rio de Janeiro natal: “MTV ao vivo Lulu Santos”. Mais uma vez, como perder? CD e DVD com o apuro de sempre, sucesso, como sempre. Mais uma coroação bem no Prêmio TIM de música, que traz Lulu como principal homenageado, pelo conjunto de sua obra, que é relida por feras do pop e da MPB . Um tributo semelhante viria em 2008, no Prêmio Multishow.
A indústria muda, o rádio perde seu peso, mas Lulu Santos continua Lulu Santos: “Letra e música” (2005) traz mais um punhado de canções inspiradas, como “Sinhá & eu” (mais uma das dezenas de canções dedicadas à sua musa Scarlett Moon), o delicioso “Bonobo blues”, dedicado aos insaciáveis macaquinhos, e “Ele falava nisso todo dia”, versão de uma música de Gilberto Gil que deveria ter entrado em um tributo ao mestre baiano anos antes, mas que o Brasil só teve o prazer de conhecer aí, levada por um beat arrastado e por uma guitarra saturada. Pode ser até que pouca gente tenha ouvido (em tempos de downloads e outras piratarias, a aferição das vendas de discos passa longe da precisão), mas quem ouviu lambeu os beiços e ouviu de novo.
Já que a maré não anda para peixe nas gravadoras, Lulu assume a independência em “Long Play”, de 2007, mais um punhado de boas canções, que evidencia o caso de amor do cantor com o funk carioca. Primeiro, o clássico “Deixa isso pra lá”, consagrado por Jair Rodrigues, gravado sem um único instrumento de harmonia, puro ritmo, puro beat, Lulu Santos total; mais para o fim, a bela “Se não fosse o funk”, hino de MC Marcinho para o gênero musical que o colocou no mapa. Composições de Lulu? Muitas, e boas, como “Olhos de jabuticaba” e “Ninguém merece”.
Para terminar a década, Lulu retorna a uma grande gravadora (o que seria delas sem ele?), a EMI, a bordo de “Singular”: e em 2010 Lulu retorma o grande sucesso “Lulu Acustico MTV II” que a 10 anos atrás vendeu 1 milhão de copias com “Lulu Acustico MTV I”. Lulu Santos Despluga sua guitarra pela segunda vez e promete não deixar ninguém para um só minuto.